quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A Secretaria Municipal de Educação realizará, por meio da Diretoria Pedagógica e da Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos, o IV Simpósio da EAJA, ação que se configura como espaço de estudo e debate sobre elementos importantes dessa modalidade de educação.
Essa ação formativa, de fundamental importância no atual processo de avaliação e reescrita da PPP da EAJA, contará com a participação de todos diretores, coordenadores, apoios técnico-pedagógicos e professores da Rede Municipal de Educação.
Nos dias 17( com as CRE Central e Brasil ) e 18 (com as CRE Jarbas, Thomé e Bretas) de setembro, às 19 horas, teremos a mesa Concepções de currículo e metodologias, com os professores Rones Paranhos e Henrique Assis (pesquisadores e militantes de EJA), na Escola de Formação de Professores e Humanidades da PUC, Rua 227, Q. 66, 3669, Setor Universitário, Goiânia.

No dia 25 de setembro, às 19 horas, serão realizados grupos de estudo e trabalho, por Coordenadoria Regional de Ensino*, para refletir sobre elementos fundamentas da PPP da EAJA, tais como sujeitos, concepções de currículo, metodologias, avaliação e organização do trabalho pedagógico.
*os locais para a realização dos grupos de estudo e trabalho serão comunicados posteriormente.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

V ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.

6.º ENCONTRO – DIA 10 /08/2015 (PUC Goiás – Área I, Bloco F, salas 404 e 405)

1. Tema: Concepções de currículo

2. Objetivo:
Revisitar a abordagem de organização curricular por nós adotada e firmada na atual Proposta Político-Pedagógica, numa perspectiva crítico-reflexiva em relação aos objetivos, pressupostos, tendências e critérios que fazem parte dessa abordagem e, sobretudo, em relação à sua efetiva concretização nas unidades escolares.
Ampliar o estudo sobre currículo a partir de textos da obra Currículo, território em disputa, de Miguel Arroyo, verificando em que medida eles trazem contribuições (consonantes e/ou dissonantes) à abordagem curricular por nós já adotada.

3. Memória: breve retomada do 5º encontro (mesa redonda sobre os sujeitos da EAJA). Proposta: Um e/ou dois participantes do GTE serão convidados a fazer essa retomada histórica dos estudos feitos sobre os sujeitos da EAJA.

4. Ações estratégicas:
4.1 Retomada, no “Pergaminho”, às problematizações sobre organização curricular, levantadas previamente pelo GTE, para diálogo com a “Sistematização dos eixos do currículo referentes ao acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de 2014”.
4.2 Subdivisão do grupo para reflexão coletiva da abordagem de organização curricular da PPP da EAJA, a partir de problematizações.
4.3 Socialização coletiva das reflexões feitas nos subgrupos e encaminhamentos teórico-metodológicos.

5. Encaminhamentos:
Estudo do texto Currículo, território em disputa, de Miguel Arroyo, para trabalho no próximo encontro.

Memória do 5º GTE – GRUPO AMARELO

O início do GTE sobre “Concepções de Currículo” foi de livre retomada dos encontros anteriores, na busca por estabelecer relações/conexões entre os estudos feitos anteriormente, especialmente sobre os sujeitos da EAJA, e as abordagens de currículo.
Eduardo pontuou a necessidade de buscarmos referenciais novos e diversificados para promovermos a discussão do sistema de classes, buscando a compreensão sobretudo da classe trabalhadora.
Adão sugeriu que verificássemos quem são efetivamente os sujeitos educandos da EAJA, apontando para a necessidade de conhecermos, através de uma pesquisa, quem são efetivamente esses sujeitos, atualmente, para compreendermos suas reais necessidades e demandas e, ainda, para empreendermos ações de acesso e permanência dos educandos nas escolas, baseando-nos em dados, e não em suposições e/ou ideias que talvez já estejam superadas.
Warlúcia, então, socializou o instrumento de pesquisa do perfil dos sujeitos educandos da EAJA que vem sendo construído numa ação parceira entre a Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos; a Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania; o Núcleo de Apoio e Pesquisa; e o Núcleo de Tecnologia e Educação, visando justamente atualizar as informações sobre os sujeitos educandos da EAJA, o que subsidiará a elaboração de políticas e decisões organizacionais e didático-metodológicas ainda mais coerentes e socialmente qualificadas. Warlúcia ainda trouxe o caráter dialógico de construção e aplicação desse instrumento, falando da necessidade de promover a sua socialização para a análise de todos e, também, elaboração de estratégias coletivas de aplicação e análise de dados.
Juliana posicionou-se favorável a essa ação de pesquisa, reiterando a importância de conhecermos melhor as pessoas com que trabalhamos na EAJA, num movimento de superação de conceitos e posicionamentos ultrapassados sobre esses sujeitos.
Jovenília falou sobre o mapeamento que a Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania vem realizando na RME (Rede Municipal de Educação) para encaminhar propostas de atendimento especializado aos educandos com necessidades educacionais especiais da EAJA.
Márcia então buscou relacionar a temática dos sujeitos da EAJA às concepções de currículo, chamando a atenção para a necessidade de conhecermos esses sujeitos, para delinearmos propostas curriculares que atendam aos seus anseios e necessidades. Chamou a atenção para alguns aspectos: “Que currículo é esse de conteúdo programático pronto que não dialoga com a realidade e as necessidades de saber dos seus sujeitos?” “Como abordar as questões de gênero e de conflitos etnico-raciais, enfrentados diariamente pelos sujeitos, mas muitas vezes negligenciados por currículos pré-formatados?” Márcia ressaltou o papel do currículo no processo de ensino e aprendizagem, pois, afinal, ele viabiliza a construção de conhecimentos.
Então, foi promovida a dinâmica de estudo em subgrupos para a reflexão coletiva da abordagem de organização curricular da PPP da EAJA, a partir das seguintes problematizações:
1. Em que medida o conhecimento sobre os sujeitos da EAJA relaciona-se à abordagem de currículo e propostas didático-metodológicas?
2. Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia afirma que toda prática educativa demanda a existência de sujeitos, um que ensinando, aprende, outro que, aprendendo, ensina, daí o seu cunho gnosiológico; a existência de objetos, conteúdos a serem ensinados e aprendidos; envolve o uso de métodos, de técnicas, de materiais; implica, em função de seu caráter diretivo, objetivo, sonhos, utopias, ideais (2009, p. 69 e 70). Tendo Freire como referência, como superar práticas pedagógicas que têm em livros didáticos seu norteamento e concepções tradicionais de ensino e aprendizagem?
3. Pode-se dizer que a interdisciplinaridade concretiza-se na ação pedagógica à medida que o coletivo de professores estabelece o diálogo e a cooperação entre os componentes curriculares, rompendo com a fragmentação do conhecimento e possibilitando a criticidade. Como elaborar propostas didático-metodológicas que possibilitem a efetivação da interdisciplinaridade?

Depois de socializados e debatidos os posicionamentos de alguns dos subgrupos apareceram assim:

O conhecimento sobre os sujeitos da EAJA relaciona-se diretamente à abordagem de currículo e proposta didático–metodológicas, uma vez que não é possível assumir, propor uma abordagem de currículo sem se saber quem são os sujeitos envolvidos no processo.
Na tentativa de superação de práticas pedagógicas que têm livros didáticos como norteamento e concepções tradicionais de ensino e aprendizagem deve-se buscar a compreensão/conhecimento do sujeito, assim como compreender a dimensão pedagógica, política, ética e estética da ação educativa.
A partir do trabalho coletivo; conhecimento do sujeito (diálogo, participação); clareza dos objetivos da aprendizagem; ouvir o aluno e também o professor; garantia do espaço do trabalho coletivo pela coordenação.”

A abordagem do currículo requer o conhecimento do sujeito, de direitos, a partir do respeito promover o seu despertar para que se perceba enquanto sujeito.
Uma organização curricular que propicie o conhecimento dos sujeitos e o currículo com significado para o aluno, utilizando o livro didático como apoio e prática no cotidiano do educando.
Tudo isso perpassa pelo comprometimento político do profissional, associado ao conhecimento técnico, pensando na amplitude das propostas didático-metodológicos que possibilite acesso à cultura dentro e fora dos espaços educacionais, a partir de um trabalho coletivo, por meio do diálogo e cooperação.
Porém, há uma realidade de três faixas etárias (adolescente, jovem, idoso) na escola; problemas de identificação do professor e a tendência do coletivo único (escolas agrupadas), que leva à dificuldade na efetivação da PPP, uma vez que o diálogo fica comprometido e, assim, o currículo interdisciplinar.
Toda a logística operacional da proposta na rede deve propiciar a efetivação de direitos, enquanto sujeitos plenos que são (deveriam ser!) os educandos da EAJA.”

Há necessidade de se pensar nos sujeitos envolvidos no processo para que se possa elaborar um currículo coerente para esse público específico.
A PPP da EAJA de modo geral que nos encaminha é desconhecida, o currículo acaba por ser conteudista e sem direção.
Viabilizar a PPP pensando o sujeito no contexto social, envolvendo todos os atores da escola (discente, docente, administrativo).
Facilitar e/ou promover o diálogo educador-educandos, educando-educando, educador-educando para elaboração do currículo.
Interdisciplinar – Planejamento coletivo, a partir dos coletados no diagnóstico inicial.
Planejamento coletivo mensal, horário de estudo semanal e rotativo mensal (em duplas ou trios)
Plano de ação que seja efetivado partindo do coletivo para o rotativo.

A inserção do currículo integrado da educação básica com a educação profissional no município para o segundo segmento.”  

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mesa redonda "SUJEITOS DA EAJA: IDENTIDADES E DIVERSIDADE"

29 de junho, 19 horas, Anfiteatro da Área I da PUC-GO/ Bloco G

A Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (GEAJA) realizou a mesa redonda “Sujeitos da EAJA: identidades e diversidade”, atividade que se configura como mais um momento de estudo e reflexão acerca do processo de avaliação e reescrita da Proposta Político-Pedagógica da Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos.
Na oportunidade refletimos sobre diversos aspectos dos sujeitos da EAJA, envolvendo os conflitos geracionais, dada à diversidade etária, de interesses e necessidades dos sujeitos educandos, bem como as relações étnico-raciais, de gênero e de orientação sexual.

Colaboradores:
Janira Sodré – historiadora, professora da PUC e coordenadora do Grupo Pro-Afro.
Vera Morselli – psicóloga, professora da PUC e integrante do Programa “Em nome da vida”.
Fernando Matos – comunicador social e jornalista, professor da UEG, pesquisador de gênero e sexualidade.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

IV ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.

16 de junho de 2015
4.º ENCONTRO – DIA 15/06/2015 (PUC Goiás – Área I, BL G Salas 311 e 417)
1. Sensibilização inicial: “A escola”, de Paulo Freire
1. Tema: Os sujeitos da EAJA
2. Objetivo:
Dar continuidade ao estudo e às reflexões sobre os sujeitos da EAJA, mantendo os objetivos pontuados no para o encontro anterior, os quais são:
  • Promover o olhar crítico e investigador sobre os sujeitos da EAJA, compreendendo-os como educandos que, ao retornarem aos espaços de educação formal, carregam consigo marcas profundas de vivências constitutivas de suas dificuldades, mas também de esperanças e possibilidades.
  • Entender que a multiplicidade de adolescentes, jovens, adultos e idosos, constitutivos da EAJA, requer compreensão e acolhimento de múltiplas identidades e diversidades.
  • Elucidar que no conceito de sujeitos da EAJA estão incluídos os educadores, co-participantes dos processos históricos, políticos, sociais, ambientais e educacionais em que se inserem os educandos.
3. Ações estratégicas:
3.1 Retomada das problematizações no “Pergaminho” sobre os sujeitos da EAJA.
3.2 Socialização, pelos participantes do GTE, do estudo realizado em seus lócus de atuação da “Sistematização dos eixos do currículo referentes ao acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de 2014”, trazendo as propostas de solução dadas coletivamente aos desafios e às sugestões.
3.3 Estudo:
Em pequenos grupos, retomar o texto “TUDO JUNTO: As especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos” e “As relações de gênero: é possível tornar-se mulher na Educação de Jovens e Adultos!”, de Jerry Adriani da Silva a partir das seguintes questões:
  • Jerry Adriani aponta duas discussões importantes no texto, “sujeito e gênero”. Como o grupo avalia as concepções defendidas pelo autor?
  • Poderíamos pensar escolas como espaços de afirmação da diversidade, refutando políticas massificadoras de integração que anulam as diversidades? Quais movimentos criar ou quais mudanças de mentalidade empreender para que o “tom” da convivência entre os múltiplos sujeitos não seja compreendido apenas como conflito?


Memória. GRUPO AMARELO

O quarto encontro do GTE de avaliação e reescrita da PPP da EAJA foi iniciado com o João Luís dedicando ao grupo o poema “A escola”, de Paulo Freire. Em seguida, trouxe a memória do encontro anterior.
Subdividindo o grupo, Fabiano conduziu a continuidade da discussão sobre os sujeitos da EAJA, a partir dos textos de Jerry Adriani, iniciado no encontro anterior, propondo as seguintes reflexões: 1. Jerry Adriani aponta duas discussões importantes no texto, “sujeito” e “gênero”. Como o grupo avalia as concepções defendidas pelo autor? 2. Poderíamos pensar escolas como espaços de afirmação da diversidade, refutando políticas massificadoras de integração que anulam as diversidades? Quais movimentos criar ou quais mudanças de mentalidade empreender para que o “tom” da convivência entre os múltiplos sujeitos não seja compreendido apenas como conflito? Num movimento de partilha das reflexões feitas nos pequenos grupos, Cláudia trouxe a compreensão de sujeito como uma instância ampla, apontando para as interfaces da política, da participação social e do mundo da cultura, pontuando sobre a necessidade de garantir a esse sujeito o espaço do diálogo, do exercício da fala, da participação, da tomada de decisões... No que se refere à discussão de gênero, Cláudia pontuou sobre a necessidade de rompermos com as relações de poder e de superioridade do homem em relação à mulher e com as construções mentais e representações desiguais decorrentes dessa relação. Nesse sentido, Fabíola partilhou a experiência particular vivenciada em sua unidade escolar, onde são constantemente feitos relatos de agressão física e verbal de homens em relação às mulheres, sobretudo dos maridos em relação às esposas; realidade que impulsionou o coletivo dessa unidade escolar a elaborar um projeto específico sobre as questões de gênero e do direito; notando-se, assim, no decorrer do projeto, dificuldades nas próprias mulheres de compreenderem e aplicarem seus direitos legais. Cláudia relatou incompreensão dessa dimensão do direito específico da mulher também pelo coletivo de professores. Nesse sentido, Fabiano pontuou que os conflitos de gênero dão-se não apenas na relação homem-mulher, mas também quanto às demais orientações sexuais. E, ainda nesse rumo, Alba Valéria fez a defesa do direito humano, independentemente das diferenças socioeconômicas, étnico-raciais, de orientação sexual e das questões de gênero. Propôs ainda que abarcássemos a discussão dos conflitos também pelo viés da luta de classes, fazendo as seguintes provocações: “Como quebrar ‘esquemas’ e consciências historicamente formadas numa ideologia hierarquizante e, nesse sentido, quais referências buscar?”, “Que acompanhamento escolar promover?”, “Como promover uma formação na contramão dessa lógica excludente historicamente construída?”.
Marta trouxe a necessidade de empoderarmos o coletivo de educadores, rompendo com preconceitos e aprofundando o conhecimento sobre o tema, numa perspectiva que atinja não apenas pequenos grupos e representantes, mas toda a coletividade de educadores. Marta ponderou ainda sobre a dificuldade da compreensão do currículo a partir da realidade dos educandos e do trabalho coletivo, posicionando-se sobre a necessidade de união de esforços no enfrentamento dessa dificuldade.
Sérgio também falou sobre a resistência percebida nos educadores quanto ao trabalho coletivo, o ato de planejar junto, ressaltando que consegue perceber essa mobilização coletiva apenas em movimentos de lutas por garantias de direitos e melhorais para a classe, e não para a atuação pedagógica no cotidiano escolar. Chamou à reflexão: “Como romper com esse esquema?”, Como criar outra consciência, não colonizada?”. Então propôs que nas escolas os educadores se unam e criem formas de organização do trabalho que quebrem com o funcionamento hegemonizados desde a colonização.
João Luís trouxe a experiência de uma escola da RME que consegue dialogar efetivamente com os educandos e que criam com eles e pautados em suas necessidades projetos e ações pedagógicas. Também falou de outra escola que fez um movimento de autoavaliação e conseguiu, a partir daí, buscar a solução para os desafios e dificuldades no interior da própria instituição; ressaltando a importância da troca de experiências entre as escolas para o enriquecimento desse processo.
Leiliane apontou a relevância da formação continuada experimentada com as dez escolas do Proeja Fic/PRONATEC, que traz novas possibilidades de organização curricular e estratégias de trabalho, como as aulas compartilhadas. Falou, ainda, da relevância da formação em contexto mediatizada pelo coordenador pedagógico.
Divino ressaltou o quanto a atual PPP da EAJA já é consistente\densa, mas que lhe entristece perceber nas escolas um movimento de “sabotagem” (expressão utilizada por ele) dessa PPP. Propôs, assim, um olhar atento nesse processo de avaliação e reescrita da PPP, chamando a atenção para a sua efetivação.
Jovenília reforçou a necessidade de aprofundarmos as questões levantadas por Alba Valéria, trazendo o sujeito para o debate, sem fragmentá-lo em elementos, mas buscando a compreensão da história envolvida nas construções e os conflitos que se dão entre pessoas que convivem, as relações de poder e a diversidade.
Carlos fez a proposição de entendermos os sujeitos da EAJA e as dimensões concernentes ao tema como objeto de estudo para a formação continuada. E pontuou ainda sobre a conjuntura atual, tanto em cenário local como em todo o Brasil, de um forte e ostensivo movimento conservador, fundamentalista e “biologizante” na abordagem e na luta política sobre o tema, contrariando inclusive princípios do direito e a diversidade. E indaga: “Como fazer frente a essa realidade dicotomizada, cujas ideias também são compartilhadas por grande parte de nós, educadores?”

sexta-feira, 12 de junho de 2015

III ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.

01 de junho de 2015
3.º ENCONTRO – DIA 1º/06/2015 (PUC Goiás – Área I, BL G Sala 311 e 417)
1. Tema: Os sujeitos da EAJA
2. Objetivo:
  • Promover o estudo crítico e investigador sobre os sujeitos da EAJA, entendendo a necessidade de olhar para esses sujeitos de maneira diferenciada, compreendendo-os como educandos que, ao retornarem aos espaços de educação formal, carregam consigo marcas profundas de vivências constitutivas de suas dificuldades, mas também de esperanças e possibilidades. 
  • Entender que a multiplicidade de adolescentes, jovens, adultos e idosos, constitutivos da EAJA, requer compreensão e acolhimento de múltiplas identidades e diversidades.
  • Elucidar que no conceito de sujeitos da EAJA estão incluídos os educadores, co-participantes dos processos históricos, políticos, sociais, ambientais e educacionais em que se inserem os educandos.
3. Memória: breve retomada do 2º encontro
4. Orientações: Compartilhamento das reflexões e problematizações levantadas pela coletividade no encontro anterior acerca da PPP e das vivências em seus lócus de atuação. Propor que essas demandas sejam estudadas, refletidas e redimensionadas de forma gradual e concomitante às etapas e conteúdos que constituem objeto de estudo desse GTE. Dessa forma, as reflexões levantadas pelo grupo, referentes aos sujeitos da EAJA serão abordadas no decorrer dos encontros relativos a esse tema e de forma correlacionada aos textos de estudo. Explicar a adoção do recurso do “Pergaminho” como estratégia para socializar e dar visibilidade às demandas e reflexões no decorrer dos estudos, compreendendo que ele deverá ser sempre atualizado, à medida que o assunto for esgotado e\ou surgir nova proposição.
5. Ações estratégicas:
5.1 Sensibilização:
Depoimentos sobre a importância da experiência escolar na EAJA na trajetória de vida pessoal e profissional de sujeitos educandos. Roda de Prosa com dois ou três educadores/as compartilhando suas experiências particulares de atuação na modalidade da EAJA.
5.2 Estudo:
1. Retomada das reflexões\problematizações levantadas pelo grupo sobre os sujeitos da EAJA.
2. Discussão coletiva do texto “TUDO JUNTO: As especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos” e “As relações de gênero: é possível tornar-se mulher na Educação de Jovens e Adultos!”, de Jerry Adriani da Silva.
5. Encaminhamentos: Entrega da “Sistematização dos eixos do currículo referentes ao acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de 2014”, com o objetivo de que os integrantes do GTE, com seus pares em seus lócus de atuação, analisem os problemas e os desafios apresentados, fazendo propostas de solução para eles, bem como avaliem as sugestões dadas verificando a pertinência e a viabilidade delas. 

GRUPO AMARELO
O terceiro encontro consistiu na análise das problematizações levantadas pelo grupo no encontro anterior sobre os sujeitos da EAJA, bem como na discussão coletiva de um texto de Jerry Adriani sobre esse assunto.
Resgatou-se a ideia, já registrada na Proposta Político-Pedagógica da EAJA, de que os sujeitos são compreendidos por todos os indivíduos atuantes na EAJA, tais como educandos, educadores, gestores, auxiliares administrativos das unidades escolares, servidores das URE, do CEFPE, da SME, entre outros, o que nos impele a mobilizar todos os envolvidos no processo de reconhecimento da EAJA como uma modalidade de direito e, portanto, que demanda reconhecimento e luta coletiva. Ressaltou-se a dificuldade do educador dedicar-se mais à formação, visto que geralmente tem jornada de trabalho triplicada e que o momento de estudo, em horário de trabalho, tem sido comprometido pelo excessivo déficit de professores, entre outros dificultadores.
Pontuou-se que é necessário que o educador\a da EAJA tenha consciência do seu papel social e político, bem como efetivamente adote os princípios da educação popular. Nesse sentido, conclui-se que o aprofundamento da formação continuada em Paulo Freire e em seus precursores torna-se fundamental e urgente.
Ressaltou-se a necessidade de tempo\espaço para a organização dos sujeitos educadores nos seus lócus de educação, entendendo-se a necessidade de dar direito a voz a esses sujeitos. Tirar os indivíduos do isolamento para trabalhos coletivos mostra-se assim ação urgente. Houve posicionamentos ressaltando a necessidade de restauramos a autoridade do educador, compreendendo essa autoridade como um efetivo senso ético e de comprometimento social, político e social com a modalidade da EAJA.
Entendeu-se a necessidade de compreender as relações entre os diferentes sujeitos nos espaços escolares – os idosos, os adultos, as mulheres, os adolescentes – para além das questões de conflito próprias dessa convivência, buscando pontos de convergência, de diálogo e trocas, que geram aprendizado aos educandos e, sobretudo, aos educadores.
A defesa de uma construção efetivamente coletiva dos PPP nas unidades escolares e de forma ancorada na Proposta Político-Pedagógica da RME foi preponderante. Fortaleceu-se então a necessidade de dar voz aos sujeitos e de ancorar as práticas pedagógicas nas reais necessidades e anseios desses sujeitos, objetivando sempre a construção de conhecimentos e de uma consciência social e política mobilizadora na luta pela garantia de direitos.
Os três convidados (dois educadores e uma educanda) relataram suas experiências como sujeitos da EAJA e trouxeram contribuições importantes referentes às suas capacidades e necessidades de resistência, já que as adversidades são sempre grandes; à compreensão de que a EAJA é uma modalidade de educação que demanda defesa e luta, visto que é bastante incompreendida por grande parte da sociedade e muitas instituições educativas; à necessidade de formação continuada, e que esta ocorra também nos espaços educacionais, numa perspectiva que traga os sujeitos educadores como protagonistas nesse processo; à compreensão das unidades escolares como espaços eminentemente conflituosos, dada à diversidade dos sujeitos envolvida e da decorrente necessidade do debate, do diálogo e de afirmação dessa diversidade na efetiva construção social, política e pedagógica da EAJA.
Ficou encaminhado para o próximo encontro que é necessário aprofundar as discussões relativas às questões de gênero, de sexualidade, étnico-raciais e da diversidade de sujeitos educandos, e como atividade para os participantes a socialização da sistematização do levantamento feitos pelos apoios pedagógicos, com o objetivo de confirmar dos desafios apontados, levantando possibilidade de superá-los e analisar a pertinência e a viabilidade das sugestões dadas.

GRUPO VERDE
Nosso 3º encontro de GTE de avaliação e reescrita da PPP da EAJA foi iniciado por Márcia, que recitou o poema “Tempo”, de Viviane Mosé.
Marisa fez o resgate do 2º encontro, cuja dinâmica empreendida foi de discussão, em grupos, sobre as inquietações e proposituras referentes à PPP da EAJA, apresentando a síntese das reflexões com destaque no eixo sujeito, que será debatido neste 3º encontro. Assim, a constituição do varal contendo as demandas levantadas no GTE anterior, relativas ao tema, abordadas e discutidas tendo como subsídio o texto “Tudo Junto: as especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos” de Jerry Adriani da Silva.
Márcia reiterou a importância de acessarmos o blog da reescrita da PPP da EAJA e de participar por meio de comentários e sugestões para que a construção seja de fato coletiva. Propôs a leitura da síntese das reflexões sobre a PPP da EAJA, com a constatação de que o material sistematizado corresponde ao discutido no 2º encontro. Houve destaque no eixo Bases Legais e proposta de um outro campo sobre a efetivação de políticas públicas para a EAJA na rede municipal de educação.
Márcia, ainda, explicou sobre a participação das professoras Maria José e Gláucia, bem como da educanda Fernanda, com objetivo de trazer experiências que contribuam na e para compreensão de quem são os sujeitos da EAJA.
A professora Maria José, que atua nas escolas Itamar Martins e Cel. Getulino Artiaga, expressou o contentamento em ver pessoas dispostas a lutar por uma EAJA melhor, cujos enfrentamentos são muitos no que se refere ao reconhecimento dos direitos dos sujeitos da modalidade. Relembra que muitos desafios já foram enfrentados, quanto à atuação dos professores, principalmente quando existiam concursos próprios para a contratação do coordenador pedagógico e hoje o reconhecimento de que esta função pode ser ocupada por qualquer professor que atua na escola e na EAJA. Outro aspecto de luta se deu no campo das reivindicações, de que os educandos trabalhadores da EJA fossem respeitados em suas especificidades e que fosse servido o jantar, pois não tem como estudar com fome. Relata que é professora do I segmento da EAJA e algo que a preocupa refere-se ao quantitativo de pessoas não-alfabetizadas e/ou com ensino fundamental incompleto e onde se encontram. Quem são eles? Por que não retomam seus estudos? Destaca que vem falar dos sujeitos da EAJA e que sentiu falta, no documento de síntese, de abordagens sobre os adolescentes que se encontram em nossas escolas e os desafios postos nesse atendimento. Hoje esses adolescentes são, às vezes, os usuários de drogas e/ou traficantes, que acabam trazendo medo aos educadores, que muitas vezes não sabem como lidar com essa realidade. O que fazer? Qual metodologia adotar? Que currículo desenvolver? Inquietações presentes em nosso fazer pedagógico que não param por aí, temos em nossas salas de aula uma grande quantidade de educandos oriundos de outros Estados, que buscam melhores condições de trabalho e/ou um emprego; idosos com suas peculiaridades, como exemplo mal de alzheimer, que você ensina hoje e amanhã não se lembra de nada; mulheres-mães que ajudaram a família toda a estudar e agora encontram-se em depressão por não terem constituído algo pra si; educandos com necessidades educacionais específicas, assim nossa discussão perpassa pelas questões teóricas, bem como por reconhecer, compreender e incluir esses sujeitos. Estes desafios foram abordados em seminário temático desenvolvido na escola Itamar Martins, porém para discutir com os educandos foi necessário clareza na metodologia adotada. Não podemos ficar apenas na discussão que logo um educando ou outro diz “não vai ter aula, não?”. Cabe dizer que esses momentos são ricos e os resultados expressam aprendizados. Outro movimento empreendido foi a realização do Fórum de EJA, na E. M. Cel. Getulino Artiaga, que trouxe como resultado a elaboração de uma carta que será entregue em Brasília (MEC). Maria José ressalta: “temos que ser inteiros em nosso trabalho e que a PPP da EAJA está sempre em um processo de construção coletiva”.
Neste momento, Márcia passou a fala para a coordenadora pedagógica da E. M. Joel Marcelino de Oliveira. A professora Gláucia relata que está no exercício dessa função desde 2003 e que este momento é ímpar para a EAJA. Gláucia esclarece que a experiência vivenciada em sua escola é de integração da educação básica com a qualificação profissional inicial – PROEJA-FIC/PRONATEC, cuja adesão foi consciente de que o trabalho não seria fácil e que a chegada dos profissionais da área técnica apontou alguns desafios no campo da concepção de educação. Essas dificuldades foram sendo amenizadas pelos momentos formativos, mediados pelo orientador formador (contratado pelo IFG) numa atuação conjunta da coordenação pedagógica e aconteciam na própria escola. Foi um aprender no fazer. Nossa surpresa foi que ao estudar descobrimos que havíamos dado início ao que consta na PPP da EAJA, algo que julgávamos desenvolver há tempo. Outro aspecto relevante foi de que passamos a compreender um pouco mais do que vem a ser formação in locus e que, inicialmente, nossa proposta era de usar os momentos de planejamento dividido em estudo e discussão das questões internas da escola (realidade dos educandos e prática pedagógica). Percebemos que os dois devem caminhar juntos, pois a teoria subsidia a prática pedagógica. A escola já realizava o diagnóstico inicial para estruturar o fazer pedagógico, mas a dificuldade maior era a análise deste material. O que fazer? Como usá-lo? Quais contribuições traz para nossa prática pedagógica? O grande avanço nestes dois anos se deu no campo do envolvimento dos professores. Essa organização formativa contribuiu para a compreensão de que quanto mais estudamos, tanto mais temos a fazer. Temos clareza de que, hoje, estamos conseguindo fazer melhor o eixo temático, metodologia presente na PPP da EAJA. O coletivo de professores tem potencialidades e a formação continuada contribui no e para o aprofundamento de quem são os sujeitos que estão na escola e de suas realidades. Há que se destacar que os momentos formativos precisam ser planejados e aqui o compromisso da academia (Faculdade de Educação – UFG) vem fortalecer e orientar estes momentos na escola, desenvolvidos de maneira integrada com a SME. Pensar em reescrita da PPP da EAJA, requer pensar em potencializar a participação dos profissionais das escolas e qual formação empreender para atender melhor a demanda da EAJA.
Fernanda, ex-educanda da EAJA e hoje cursando Direito, vem apresentar sua experiência de vida escolar em um abrigo de meninas que cumpre medidas socioeducativas, quase sempre vistas como problemas, estigmatizadas como usuárias de drogas e marginais. Sempre pensei em ser diferente, estudar e ter uma vida profissional, percebi que tudo que estudei contribuiu para minhas conquistas e os professores me motivaram a continuar e hoje sou vista como incentivo para as meninas internas. Para estudar precisei trabalhar bastante para pagar a inscrição do vestibular e outras coisas mais, reconheço a boa atuação dos professores, porém precisa ter um esforço pessoal e a EJA foi uma oportunidade de estudo e de cursar todo ensino fundamental em um único local (abrigo Terra Fértil).
Márcia esclarece este tipo de atendimento ligado à EAJA, mesmo que para meninas menores de 15 anos de idade que possuem uma experiência de vida marcada pelos processos de exclusão enquanto dependentes químicas e moradoras de rua. O que precisamos é percebê-las como sujeitos de direitos à educação. Vale reforçar que este atendimento é de conhecimento do Ministério Público. Assim, terminada as socializações, abrimos para questionamentos e considerações.
Joel propôs uma organização em grupos para responder às seguintes questões: Quais contribuições teóricas sobre sujeitos da EJA, presentes no texto “Tudo Junto: as especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos”? Quais contribuições teóricas sobre gênero e EJA, presentes no texto “Tudo Junto: as especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos”? Quem são esses sujeitos que atendo no meu fazer pedagógico? No que se refere à questão de gênero, como percebo esta relação em minha atuação pedagógica? Os grupos entregarão os registros que serão incorporados e ressignificados pelos estudos e pesquisas no processo de reescrita da PPP da EAJA. Como encaminhamento para o próximo encontro teremos a apresentação dos grupos e discussão sobre as contribuições levantadas com seus pares em seus lócus de atuação sobre “Sistematização dos eixos do currículo referentes ao acompanhamento pelas URE's durante o 2º semestre de 2014”.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

II ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.

11 de maio de 2015
Tema: Diálogos e apontamentos sobre o processo de avaliação da Proposta.
Objetivo: Promover a reflexão crítica, a discussão e o debate sobre a PPP da EAJA, a fim de levantar apontamentos que poderão auxiliar na reescrita e na efetivação da proposta.
Ações estratégicas:
  • Leitura de um poema.
  • Memória do primeiro encontro.
  • Orientações gerais sobre a dinâmica do GTE (exposição oral e escuta). Meta: Dirimir dúvidas e orientar a dinâmica do processo dos encontros presenciais.
  • Discussão, em pequenos grupos, da PPP da EAJA, a partir da leitura e/ou da vivência que os participantes têm sobre o documento e socialização no grupo maior.
  • Avaliação e contribuição para os próximos encontros.
Memória do encontro:
Nosso 2º encontro de GTE de avaliação e reescrita da PPP da EAJA foi iniciado por Renusia, que recitou “Tecendo a manhã”, de João Cabral de Melo Neto, numa alusão à construção conjunta implicada nessa empreitada de reescrita, cuja tessitura se faz pela reunião de forças e intenções...
João Luis fez o resgate do 1º encontro, retomando dinâmicas e proposituras, reiterando o compromisso de todos com a participação assídua e ativa dos integrantes, e alertando para o fato de considerarmos sempre as unidades escolares como referência reflexiva e de pesquisa para essa reescrita.
Márcia trouxe mais uma vez algumas ações de estudo e pesquisa, podendo ser apontadas a construção histórica da EAJA pela rede municipal de Goiânia; o levantamento coletivo dos elementos da PPP que necessitam ser redimensionados; a análise da realidade através do estudo de campo; o levantamento da referência bibliográfica e a socialização de recursos e a dinâmica de estudo alicerçada na alternância do papel de mediador entre os integrantes dos GTE.
Izabel e Fabiano propuseram, então, a socialização coletiva das reflexões e problematizações referentes à atual PPP da EAJA, de acordo com o que fora encaminhado no encontro anterior.
Os integrantes do GTE se reuniram em oito subgrupos, compartilhando inquietações e proposituras de mudança sobre a atual PPP, o que possibilitou a expressão efetiva de cada participante. Então, num movimento de ampliação e socialização, esses subgrupos partilharam suas demandas, sendo possível analisar as confluências e as divergências de proposituras, criando, assim, as demandas relativas ao estudo e às pesquisas para o próprio GTE.
Dentre várias outras, apontamos como as principais reflexões e problematizações apresentadas pelos subgrupos:
  • O aprofundamento do embasamento teórico da PPP da EAJA em obras de Paulo Freire.
  • O engajamento social e político implicado na atuação do educador da EAJA, considerando que a modalidade requer militância.
  • A atualização de dados, elementos e conjunturas da realidade atual, a partir da identidade dos sujeitos da EAJA.
  • A ampliação da compreensão dos sujeitos da EAJA (as complexidades idiossincráticas que os envolvem e as conjunturas sociais. Qual seria o papel da escola frente a essa complexidade que envolve o sujeito da EAJA?).
  • A abordagem das questões e conflitos geracionais presentes entre os sujeitos educandos.
  • O mapeamento de quantos e quais são os educandos da EAJA oriundos dos Ciclos, buscando compreender esse movimento e criando formas de acolhê-los que rompam com o já estigmatizado e reiterado histórico de fracasso escolar.
  • A práxis pedagógica articulada à diversidade dos sujeitos (necessidades especiais de aprendizagem, questões de gênero e sexualidade, questões sociais e étnicas, entre outras)
  • A compreensão do movimento de afastamento ou descontinuidade (movimento de ir e vir dos educandos da EAJA) e evasão, e elaboração de ações e políticas de permanência.
  • Elaboração de políticas públicas para ampliação do atendimento de EAJA e valorização da modalidade.
  • Compreensão do avanço... Até que ponto o avanço está sendo aplicado como possibilidade de mera aceleração do educando conflituoso?
  • A inclusão na EAJA, com atendimento especializado em horário de aula, considerando a condição de sujeito educando trabalhador.
  • A compreensão da EAJA como modalidade específica, e não como mero ensino noturno.
  • O aprofundamento da discussão sobre Escolas Agrupadas e a busca por soluções para os desafios (conselhos, reuniões de planejamento, trabalho coletivo, déficit de professores etc.) demandados por essa forma de organização... Se não a Escola Agrupada, quais seriam as possibilidades de organização para as escolas com baixa demanda?
  • O registro sobre a experiência do PROEJA FIC–PRONATEC e o levantamento das contribuições que podem ser socializadas e estendidas a toda a EAJA.
  • A reflexão sobre a organização curricular... Ainda faz sentido mantermos a organização metodológica curricular baseada em três possibilidades: TEMA GERADOR, EIXO TEMÁTICO e PROJETO DE ESTUDO? Não estaríamos no momento de verticalizar para uma dessas possibilidades e aprofundar seu estudo e o acompanhamento de sua aplicação?
  • A efetivação da integração curricular e da interdisciplinaridade.
  • A articulação dos reais interesses e necessidades dos educandos na organização curricular e planos de ação.
  • A reflexão sobre a dissociação criada entre conteúdos curriculares e projetos, planejamentos elaborados nas escolas. Como religar tudo isso?
  • O mapeamento do aproveitamento escolar e da aprendizagem significativa.
  • O aprofundamento da discussão sobre a avaliação da aprendizagem... Quais instrumentos reguladores do processo podem ser legitimados e\ou criados na busca de uma aprendizagem significativa na EAJA?
  • A compreensão do coordenador pedagógico como mediador de formação.
  • A formação do educador na perspectiva de buscar efetivar a PPP da EAJA nas unidades escolares.
  • A elaboração de um movimento de formação dentro das unidades escolares, a partir do coordenador pedagógico, como foi articulado na experiência do PROEJA FIC/ PRONATEC ou como ocorre com o NTE.
  • Quanto ao horário do jantar, seria válido realmente fixarmos um momento ou as escolas não teriam flexibilidade para isso?
  • Quanto ao horário de estudo em ambiente de trabalho, já garantido, como enfrentar o mau aproveitamento desse momento?
  • A proposição de políticas públicas e colaborações para a manutenção e a ampliação da integração do currículo da educação básica e a educação profissional.
  • O aprofundamento da discussão sobre multisseriação e o enfretamento dos desafios implicados nessa organização.
  • A redação na PPP da EAJA dos componentes curriculares por objetivos.

  • O aprofundamento dos pressupostos e orientações metodológicas em ARTE, a partir dos eixos da aprendizagem significativa: o fazer, o contextualizar e o apreciar, defendidos por Ana Mae Barbosa.