Secretaria Municipal de Educação de Goiânia - Gerência de Educação de Jovens e Adultos.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A
Secretaria
Municipal de Educação realizará, por
meio da Diretoria Pedagógica
e da Gerência
de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos, o IV
Simpósio da EAJA, ação
que se configura
como espaço de estudo
e debate
sobre
elementos
importantes dessa
modalidade
de
educação.
Essa
ação
formativa, de
fundamental importância no atual processo de avaliação e reescrita
da PPP da EAJA, contará
com a participação
de todos diretores, coordenadores, apoios
técnico-pedagógicos e professores
da
Rede Municipal de Educação.
Nos
dias
17(
com as CRE Central e Brasil )
e 18
(com
as CRE Jarbas, Thomé e Bretas) de
setembro, às
19
horas,
teremos
a
mesa Concepções
de currículo
e metodologias,
com
os
professores
Rones
Paranhos e Henrique Assis
(pesquisadores
e militantes de EJA), na
Escola
de Formação
de Professores
e Humanidades
da
PUC,
Rua
227,
Q. 66, nº3669,
Setor
Universitário,
Goiânia.
No
dia 25
de setembro, às
19
horas,
serão
realizados grupos de
estudo
e trabalho,
por
Coordenadoria
Regional de Ensino*, para
refletir sobre elementos
fundamentas da PPP da EAJA, tais como sujeitos,
concepções de currículo,
metodologias, avaliação e organização do trabalho pedagógico.
*os
locais para a realização dos grupos de estudo e trabalho serão
comunicados posteriormente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
V ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.
6.º
ENCONTRO – DIA 10 /08/2015 (PUC Goiás – Área I, Bloco F, salas
404 e 405)
1.
Tema: Concepções
de currículo
2.
Objetivo:
Revisitar
a abordagem de organização curricular por nós adotada e firmada na
atual Proposta Político-Pedagógica, numa perspectiva
crítico-reflexiva em relação aos objetivos, pressupostos,
tendências e critérios que fazem parte dessa abordagem e,
sobretudo, em relação à sua efetiva concretização nas unidades
escolares.
Ampliar
o estudo sobre currículo a partir de textos da obra Currículo,
território em disputa, de
Miguel Arroyo, verificando em que medida eles trazem contribuições
(consonantes e/ou dissonantes) à abordagem curricular por nós já
adotada.
3.
Memória: breve
retomada do 5º encontro (mesa redonda sobre os sujeitos da EAJA). Proposta:
Um e/ou dois
participantes do GTE serão convidados a fazer essa retomada
histórica dos estudos feitos sobre os sujeitos da EAJA.
4.
Ações estratégicas:
4.1
Retomada, no “Pergaminho”, às problematizações sobre
organização curricular, levantadas previamente pelo GTE, para
diálogo com a “Sistematização dos eixos do currículo referentes
ao acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de 2014”.
4.2
Subdivisão do grupo para reflexão coletiva da abordagem de
organização curricular da PPP da EAJA, a partir de problematizações.
4.3
Socialização coletiva das reflexões feitas nos subgrupos e
encaminhamentos teórico-metodológicos.
5.
Encaminhamentos:
Estudo
do texto Currículo,
território em disputa, de
Miguel Arroyo, para trabalho no próximo encontro.
Memória
do 5º GTE – GRUPO AMARELO
O
início do GTE sobre “Concepções de Currículo” foi de livre
retomada dos encontros anteriores, na busca por estabelecer
relações/conexões entre os estudos feitos anteriormente,
especialmente sobre os sujeitos da EAJA, e as abordagens de
currículo.
Eduardo
pontuou a necessidade de buscarmos referenciais novos e
diversificados para promovermos a discussão do sistema de classes,
buscando a compreensão sobretudo da classe trabalhadora.
Adão
sugeriu que verificássemos quem são efetivamente os sujeitos
educandos da EAJA, apontando para a necessidade de conhecermos,
através de uma pesquisa, quem são efetivamente esses sujeitos,
atualmente, para compreendermos suas reais necessidades e demandas e,
ainda, para empreendermos ações de acesso e permanência dos
educandos nas escolas, baseando-nos em dados, e não em suposições
e/ou ideias que talvez já estejam superadas.
Warlúcia,
então, socializou o instrumento de pesquisa do perfil dos sujeitos
educandos da EAJA que vem sendo construído numa ação parceira
entre a Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos; a
Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania; o Núcleo de Apoio e
Pesquisa; e o Núcleo de Tecnologia e Educação, visando justamente
atualizar as informações sobre os sujeitos educandos da EAJA, o que
subsidiará a elaboração de políticas e decisões organizacionais
e didático-metodológicas ainda mais coerentes e socialmente
qualificadas. Warlúcia ainda trouxe o caráter dialógico de
construção e aplicação desse instrumento, falando da necessidade
de promover a sua socialização para a análise de todos e, também,
elaboração de estratégias coletivas de aplicação e análise de
dados.
Juliana
posicionou-se favorável a essa ação de pesquisa, reiterando a
importância de conhecermos melhor as pessoas com que trabalhamos na
EAJA, num movimento de superação de conceitos e posicionamentos
ultrapassados sobre esses sujeitos.
Jovenília
falou sobre o mapeamento que a Gerência de Inclusão, Diversidade e
Cidadania vem realizando na RME (Rede Municipal de Educação) para
encaminhar propostas de atendimento especializado aos educandos com
necessidades educacionais especiais da EAJA.
Márcia
então buscou relacionar a temática dos sujeitos da EAJA às
concepções de currículo, chamando a atenção para a necessidade
de conhecermos esses sujeitos, para delinearmos propostas
curriculares que atendam aos seus anseios e necessidades. Chamou a
atenção para alguns aspectos: “Que currículo é esse de conteúdo
programático pronto que não dialoga com a realidade e as
necessidades de saber dos seus sujeitos?” “Como abordar as
questões de gênero e de conflitos etnico-raciais, enfrentados
diariamente pelos sujeitos, mas muitas vezes negligenciados por
currículos pré-formatados?” Márcia ressaltou o papel do
currículo no processo de ensino e aprendizagem, pois, afinal, ele
viabiliza a construção de conhecimentos.
Então,
foi promovida a dinâmica de estudo em subgrupos para a reflexão
coletiva da abordagem de organização curricular da PPP da EAJA, a
partir das seguintes problematizações:
1.
Em que medida o
conhecimento sobre os sujeitos da EAJA relaciona-se à abordagem de
currículo e propostas didático-metodológicas?
2.
Paulo
Freire em Pedagogia
da Autonomia
afirma que toda prática educativa demanda a existência de sujeitos,
um que ensinando, aprende, outro que, aprendendo, ensina, daí o seu
cunho gnosiológico; a existência de objetos, conteúdos a serem
ensinados e aprendidos; envolve o uso de métodos, de técnicas, de
materiais; implica, em função de seu caráter diretivo, objetivo,
sonhos, utopias, ideais (2009, p. 69 e 70). Tendo Freire como
referência, como superar práticas pedagógicas que têm em livros
didáticos seu norteamento e concepções tradicionais de ensino e
aprendizagem?
3.
Pode-se
dizer que a interdisciplinaridade concretiza-se na ação pedagógica
à medida que o coletivo de professores estabelece o diálogo e a
cooperação entre os componentes curriculares, rompendo com a
fragmentação do conhecimento e possibilitando a criticidade. Como
elaborar propostas didático-metodológicas que possibilitem a
efetivação da interdisciplinaridade?
Depois
de socializados e debatidos os posicionamentos de alguns dos
subgrupos apareceram assim:
“O
conhecimento sobre os sujeitos da EAJA relaciona-se diretamente à
abordagem de currículo e proposta didático–metodológicas, uma
vez que não é possível assumir, propor uma abordagem de currículo
sem se saber quem são
os sujeitos
envolvidos no processo.
Na
tentativa de superação de práticas pedagógicas que têm livros
didáticos como norteamento e concepções tradicionais de ensino e
aprendizagem deve-se buscar a compreensão/conhecimento do sujeito,
assim como compreender a dimensão pedagógica, política, ética e
estética da ação educativa.
A
partir do trabalho coletivo; conhecimento do sujeito (diálogo,
participação); clareza dos objetivos da aprendizagem; ouvir o aluno
e também o professor; garantia do espaço do trabalho coletivo pela
coordenação.”
“A
abordagem do currículo requer o conhecimento do sujeito, de
direitos, a partir do respeito promover o seu despertar
para que se perceba enquanto sujeito.
Uma
organização curricular que propicie o conhecimento dos sujeitos e o
currículo com significado para o aluno, utilizando o livro didático
como apoio e prática no cotidiano do educando.
Tudo
isso perpassa pelo comprometimento político do profissional,
associado ao conhecimento técnico, pensando na amplitude das
propostas didático-metodológicos que possibilite acesso à cultura
dentro e fora dos espaços educacionais, a partir de um trabalho
coletivo, por meio do diálogo e cooperação.
Porém,
há uma realidade de três faixas etárias (adolescente, jovem,
idoso) na escola; problemas de identificação do professor e a
tendência do coletivo único (escolas agrupadas), que leva à
dificuldade na efetivação da PPP, uma vez que o diálogo fica
comprometido e, assim, o currículo interdisciplinar.
Toda
a logística operacional da proposta na rede deve propiciar a
efetivação de direitos, enquanto sujeitos plenos que são (deveriam
ser!) os educandos da EAJA.”
“Há
necessidade de se pensar nos sujeitos envolvidos no
processo para que se possa elaborar um currículo coerente para esse
público específico.
A
PPP da EAJA de modo geral que nos encaminha é desconhecida, o
currículo acaba por ser conteudista e sem direção.
Viabilizar
a PPP pensando o sujeito no contexto social, envolvendo todos os
atores da escola (discente, docente, administrativo).
Facilitar
e/ou promover o diálogo educador-educandos, educando-educando,
educador-educando para elaboração do currículo.
Interdisciplinar
– Planejamento coletivo, a partir dos coletados no diagnóstico
inicial.
Planejamento
coletivo mensal, horário de estudo semanal e rotativo mensal (em
duplas ou trios)
Plano
de ação que seja efetivado partindo do coletivo para o rotativo.
A
inserção do currículo integrado da educação básica com a
educação profissional no município para o segundo segmento.”
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Mesa redonda "SUJEITOS DA EAJA: IDENTIDADES E DIVERSIDADE"
29 de junho, 19 horas, Anfiteatro da Área I da PUC-GO/ Bloco G
A
Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (GEAJA) realizou a mesa redonda “Sujeitos
da EAJA: identidades e diversidade”,
atividade que se configura como mais um momento de estudo e reflexão
acerca do processo de avaliação e reescrita da Proposta
Político-Pedagógica da Educação de Adolescentes, Jovens e
Adultos.
Na oportunidade refletimos sobre diversos aspectos dos
sujeitos da EAJA, envolvendo os conflitos geracionais, dada à
diversidade etária, de interesses e necessidades dos sujeitos
educandos, bem como as relações étnico-raciais, de gênero e de
orientação sexual.
Colaboradores:
Janira
Sodré – historiadora, professora da PUC e coordenadora do Grupo
Pro-Afro.
Vera Morselli – psicóloga,
professora da PUC e integrante do Programa “Em nome da vida”.
Fernando Matos – comunicador
social e jornalista, professor da UEG, pesquisador de gênero e
sexualidade.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
IV ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.
16 de junho de 2015
4.º
ENCONTRO – DIA 15/06/2015 (PUC Goiás – Área I, BL G Salas 311 e
417)
1.
Sensibilização inicial: “A
escola”, de Paulo Freire
1.
Tema: Os sujeitos da
EAJA
2.
Objetivo:
Dar
continuidade ao estudo e
às reflexões sobre os sujeitos da EAJA, mantendo os objetivos
pontuados no para o encontro anterior, os quais são:
-
Promover o olhar crítico e investigador sobre os sujeitos da EAJA, compreendendo-os como educandos que, ao retornarem aos espaços de educação formal, carregam consigo marcas profundas de vivências constitutivas de suas dificuldades, mas também de esperanças e possibilidades.
-
Entender que a multiplicidade de adolescentes, jovens, adultos e idosos, constitutivos da EAJA, requer compreensão e acolhimento de múltiplas identidades e diversidades.
-
Elucidar que no conceito de sujeitos da EAJA estão incluídos os educadores, co-participantes dos processos históricos, políticos, sociais, ambientais e educacionais em que se inserem os educandos.
3.
Ações estratégicas:
3.1
Retomada das problematizações no “Pergaminho” sobre os sujeitos
da EAJA.
3.2
Socialização, pelos participantes do GTE, do estudo realizado em
seus lócus
de atuação da “Sistematização dos eixos do currículo
referentes ao acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de
2014”, trazendo as propostas de solução dadas coletivamente aos
desafios e às sugestões.
3.3
Estudo:
Em
pequenos grupos, retomar o texto “TUDO
JUNTO: As especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos” e
“As relações de gênero: é possível tornar-se mulher na
Educação de Jovens e Adultos!”, de Jerry Adriani da Silva a
partir das seguintes questões:
-
Jerry Adriani aponta duas discussões importantes no texto, “sujeito e gênero”. Como o grupo avalia as concepções defendidas pelo autor?
-
Poderíamos pensar escolas como espaços de afirmação da diversidade, refutando políticas massificadoras de integração que anulam as diversidades? Quais movimentos criar ou quais mudanças de mentalidade empreender para que o “tom” da convivência entre os múltiplos sujeitos não seja compreendido apenas como conflito?
O
quarto encontro do GTE de avaliação e reescrita da PPP da EAJA foi
iniciado com o João Luís dedicando ao grupo o poema “A escola”,
de Paulo Freire. Em seguida, trouxe a memória do encontro anterior.
Subdividindo
o grupo, Fabiano conduziu a continuidade da discussão sobre os
sujeitos da EAJA, a partir dos textos de Jerry Adriani, iniciado no
encontro anterior, propondo as seguintes reflexões: 1. Jerry
Adriani aponta duas discussões importantes no texto, “sujeito” e
“gênero”. Como o grupo avalia as concepções defendidas pelo
autor? 2. Poderíamos
pensar escolas como espaços de afirmação da diversidade, refutando
políticas massificadoras de integração que anulam as diversidades?
Quais movimentos criar ou quais mudanças de mentalidade empreender
para que o “tom” da convivência entre os múltiplos sujeitos não
seja compreendido apenas como conflito? Num
movimento de partilha das reflexões feitas nos pequenos grupos,
Cláudia trouxe a compreensão de sujeito como uma instância ampla,
apontando para as interfaces da política, da participação social e
do mundo da cultura, pontuando sobre a necessidade de garantir a esse
sujeito o espaço do diálogo, do exercício da fala, da
participação, da tomada de decisões... No que se refere à
discussão de gênero, Cláudia pontuou sobre a necessidade de
rompermos com as relações de poder e de superioridade do homem em
relação à mulher e com as construções mentais e representações
desiguais decorrentes dessa relação. Nesse sentido, Fabíola
partilhou a experiência particular vivenciada em sua unidade
escolar, onde são constantemente feitos relatos de agressão física
e verbal de homens em relação às mulheres, sobretudo dos maridos
em relação às esposas; realidade
que impulsionou o coletivo dessa unidade escolar a elaborar um
projeto específico sobre as questões de gênero e do direito;
notando-se, assim, no decorrer do projeto, dificuldades nas próprias
mulheres de compreenderem e aplicarem seus direitos legais. Cláudia
relatou incompreensão dessa dimensão do direito específico da
mulher também pelo coletivo de professores. Nesse sentido, Fabiano
pontuou que os conflitos de gênero dão-se não apenas na relação
homem-mulher, mas também quanto às demais orientações sexuais. E,
ainda nesse rumo, Alba Valéria fez a defesa do direito humano,
independentemente das diferenças socioeconômicas, étnico-raciais,
de orientação sexual e das questões de gênero. Propôs ainda que
abarcássemos a discussão dos conflitos também pelo viés da luta
de classes, fazendo as seguintes provocações: “Como quebrar
‘esquemas’ e consciências historicamente formadas numa ideologia
hierarquizante e, nesse sentido, quais referências buscar?”, “Que
acompanhamento escolar promover?”, “Como promover uma formação
na contramão dessa lógica excludente historicamente construída?”.
Marta
trouxe a necessidade de empoderarmos o coletivo de educadores,
rompendo com preconceitos e aprofundando o conhecimento sobre o tema,
numa perspectiva que atinja não apenas pequenos grupos e
representantes, mas toda a coletividade de educadores. Marta ponderou
ainda sobre a dificuldade da compreensão do currículo a partir da
realidade dos educandos e do trabalho coletivo, posicionando-se sobre
a necessidade de união de esforços no enfrentamento dessa
dificuldade.
Sérgio
também falou sobre a resistência percebida nos educadores quanto ao
trabalho coletivo, o ato de planejar junto, ressaltando que consegue
perceber essa mobilização coletiva apenas em movimentos de lutas
por garantias de direitos e melhorais para a classe, e não para a
atuação pedagógica no cotidiano escolar. Chamou à reflexão:
“Como romper com esse esquema?”, Como criar outra consciência,
não colonizada?”. Então propôs que nas escolas os educadores se
unam e criem formas de organização do trabalho que quebrem com o
funcionamento hegemonizados desde a colonização.
João
Luís trouxe a experiência de uma escola da RME que consegue
dialogar efetivamente com os educandos e que criam com eles e
pautados em suas necessidades projetos e ações pedagógicas. Também
falou de outra escola que fez um movimento de autoavaliação e
conseguiu, a partir daí, buscar a solução para os desafios e
dificuldades no interior da própria instituição; ressaltando a
importância da troca de experiências entre as escolas para o
enriquecimento desse processo.
Leiliane
apontou a relevância da formação continuada experimentada com as
dez escolas do Proeja Fic/PRONATEC, que traz novas possibilidades de
organização curricular e estratégias de trabalho, como as aulas
compartilhadas. Falou, ainda, da relevância da formação em
contexto mediatizada pelo coordenador pedagógico.
Divino
ressaltou o quanto a atual PPP da EAJA já é consistente\densa, mas
que lhe entristece perceber nas escolas um movimento de “sabotagem”
(expressão utilizada por ele) dessa PPP. Propôs, assim, um olhar
atento nesse processo de avaliação e reescrita da PPP, chamando a
atenção para a sua efetivação.
Jovenília
reforçou a necessidade de aprofundarmos as questões levantadas por
Alba Valéria, trazendo o sujeito para o debate, sem fragmentá-lo em
elementos, mas buscando a compreensão da história envolvida nas
construções e os conflitos que se dão entre pessoas que convivem,
as relações de poder e a diversidade.
Carlos
fez a proposição de entendermos os sujeitos da EAJA e as dimensões
concernentes ao tema como objeto de estudo para a formação
continuada. E pontuou ainda sobre a conjuntura atual, tanto em
cenário local como em todo o Brasil, de um forte e ostensivo
movimento conservador, fundamentalista e “biologizante” na
abordagem e na luta política sobre o tema, contrariando inclusive
princípios do direito e a diversidade. E indaga: “Como fazer
frente a essa realidade dicotomizada, cujas ideias também são
compartilhadas por grande parte de nós, educadores?”
sexta-feira, 12 de junho de 2015
III ENCONTRO DA REESCRITA 2015 - Memória.
01 de junho de 2015
3.º ENCONTRO – DIA 1º/06/2015 (PUC Goiás – Área I, BL G Sala 311 e 417)
3.º ENCONTRO – DIA 1º/06/2015 (PUC Goiás – Área I, BL G Sala 311 e 417)
1. Tema: Os
sujeitos da EAJA
2. Objetivo:
- Promover o estudo crítico e investigador sobre os sujeitos da EAJA, entendendo a necessidade de olhar para esses sujeitos de maneira diferenciada, compreendendo-os como educandos que, ao retornarem aos espaços de educação formal, carregam consigo marcas profundas de vivências constitutivas de suas dificuldades, mas também de esperanças e possibilidades.
- Entender que a multiplicidade de adolescentes, jovens, adultos e idosos, constitutivos da EAJA, requer compreensão e acolhimento de múltiplas identidades e diversidades.
- Elucidar que no conceito de sujeitos da EAJA estão incluídos os educadores, co-participantes dos processos históricos, políticos, sociais, ambientais e educacionais em que se inserem os educandos.
4. Orientações:
Compartilhamento das
reflexões e problematizações levantadas pela coletividade no
encontro anterior acerca da PPP e das vivências em seus lócus de
atuação. Propor que essas demandas sejam estudadas, refletidas e
redimensionadas de forma gradual e concomitante às etapas e
conteúdos que constituem objeto de estudo desse GTE. Dessa forma, as
reflexões levantadas pelo grupo, referentes aos sujeitos da EAJA
serão abordadas no decorrer dos encontros relativos a esse tema e de
forma correlacionada aos textos de estudo. Explicar a adoção do
recurso do “Pergaminho” como estratégia para socializar e dar
visibilidade às demandas e reflexões no decorrer dos estudos,
compreendendo que ele deverá ser sempre atualizado, à medida que o
assunto for esgotado e\ou surgir nova proposição.
5. Ações estratégicas:
5.1 Sensibilização:
Depoimentos sobre a importância
da experiência escolar na EAJA na trajetória de vida pessoal e
profissional de sujeitos educandos. Roda de Prosa com dois ou três
educadores/as compartilhando suas experiências particulares de
atuação na modalidade da EAJA.
5.2 Estudo:
1. Retomada das
reflexões\problematizações levantadas pelo grupo sobre os
sujeitos da EAJA.
2. Discussão coletiva do texto
“TUDO JUNTO: As
especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos” e “As
relações de gênero: é possível tornar-se mulher na Educação de
Jovens e Adultos!”, de Jerry Adriani da Silva.
5. Encaminhamentos: Entrega
da “Sistematização dos eixos do currículo referentes ao
acompanhamento pelas URE durante o 2º semestre de 2014”, com o
objetivo de que os integrantes do GTE, com seus pares em seus lócus
de atuação, analisem os problemas e os desafios apresentados,
fazendo propostas de solução para eles, bem como avaliem as
sugestões dadas verificando a pertinência e a viabilidade delas.
GRUPO AMARELO
O
terceiro encontro consistiu na análise das problematizações
levantadas pelo grupo no encontro anterior sobre os sujeitos da EAJA,
bem como na discussão coletiva de um texto de Jerry Adriani sobre
esse assunto.
Resgatou-se
a ideia, já registrada na Proposta Político-Pedagógica da EAJA, de
que os sujeitos são compreendidos por todos os indivíduos atuantes
na EAJA, tais como educandos, educadores, gestores, auxiliares
administrativos das unidades escolares, servidores das URE, do CEFPE,
da SME, entre outros, o que nos impele a mobilizar todos os
envolvidos no processo de reconhecimento da EAJA como uma modalidade
de direito e, portanto, que demanda reconhecimento e luta coletiva.
Ressaltou-se a dificuldade do educador dedicar-se mais à formação,
visto que geralmente tem jornada de trabalho triplicada e que o
momento de estudo, em horário de trabalho, tem sido comprometido
pelo excessivo déficit de professores, entre outros dificultadores.
Pontuou-se
que é necessário que o educador\a da EAJA tenha consciência do seu
papel social e político, bem como efetivamente adote os princípios da educação popular. Nesse sentido, conclui-se que o aprofundamento da formação
continuada em Paulo Freire e em seus precursores torna-se fundamental
e urgente.
Ressaltou-se
a necessidade de tempo\espaço para a organização dos sujeitos
educadores nos seus lócus de educação, entendendo-se a
necessidade de dar direito a voz a esses sujeitos. Tirar os
indivíduos do isolamento para trabalhos coletivos mostra-se assim
ação urgente. Houve posicionamentos ressaltando a necessidade de
restauramos a autoridade do educador, compreendendo essa autoridade
como um efetivo senso ético e de comprometimento social, político e
social com a modalidade da EAJA.
Entendeu-se
a necessidade de compreender as relações entre os diferentes
sujeitos nos espaços escolares – os idosos, os adultos, as
mulheres, os adolescentes – para além das questões de conflito
próprias dessa convivência, buscando pontos de convergência, de
diálogo e trocas, que geram aprendizado aos educandos e, sobretudo,
aos educadores.
A
defesa de uma construção efetivamente coletiva dos PPP nas unidades
escolares e de forma ancorada na Proposta Político-Pedagógica da
RME foi preponderante. Fortaleceu-se então a necessidade de dar voz
aos sujeitos e de ancorar as práticas pedagógicas nas reais
necessidades e anseios desses sujeitos, objetivando sempre a
construção de conhecimentos e de uma consciência social e política
mobilizadora na luta pela garantia de direitos.
Os
três convidados (dois educadores e uma educanda) relataram suas
experiências como sujeitos da EAJA e trouxeram contribuições
importantes referentes às suas capacidades e necessidades de
resistência, já que as adversidades são sempre grandes; à
compreensão de que a EAJA é uma modalidade de educação que
demanda defesa e luta, visto que é bastante incompreendida por
grande parte da sociedade e muitas instituições educativas; à
necessidade de formação continuada, e que esta ocorra também nos
espaços educacionais, numa perspectiva que traga os sujeitos
educadores como protagonistas nesse processo; à compreensão das
unidades escolares como espaços eminentemente conflituosos, dada à
diversidade dos sujeitos envolvida e da decorrente necessidade do
debate, do diálogo e de afirmação dessa diversidade na efetiva
construção social, política e pedagógica da EAJA.
Ficou
encaminhado para o próximo encontro que é necessário aprofundar as
discussões relativas às questões de gênero, de sexualidade,
étnico-raciais e da diversidade de sujeitos educandos, e como atividade
para os participantes a socialização da sistematização do
levantamento feitos pelos apoios pedagógicos, com o objetivo de
confirmar dos desafios apontados, levantando possibilidade de
superá-los e analisar a pertinência e a viabilidade das sugestões
dadas.
GRUPO VERDE
Nosso 3º encontro de GTE de
avaliação e reescrita da PPP da EAJA foi iniciado por Márcia, que
recitou o poema “Tempo”, de Viviane Mosé.
Marisa fez o resgate do 2º
encontro, cuja dinâmica empreendida foi de discussão, em grupos,
sobre as inquietações e proposituras referentes à PPP da EAJA,
apresentando a síntese das reflexões com destaque no eixo sujeito,
que será debatido neste 3º encontro. Assim, a constituição do
varal contendo as demandas levantadas no GTE anterior, relativas ao tema, abordadas e discutidas tendo como subsídio o
texto “Tudo Junto: as especificidades dos/as educandos/as jovens e
adultos” de Jerry Adriani da Silva.
Márcia reiterou a importância
de acessarmos o blog da reescrita da PPP da EAJA e de participar por
meio de comentários e sugestões para que a construção seja de
fato coletiva. Propôs a leitura da síntese das reflexões sobre a
PPP da EAJA, com a constatação de que o material sistematizado corresponde
ao discutido no 2º encontro. Houve destaque no eixo Bases Legais e
proposta de um outro campo sobre a efetivação de políticas
públicas para a EAJA na rede municipal de educação.
Márcia, ainda, explicou sobre a
participação das professoras Maria José e Gláucia, bem como da
educanda Fernanda, com objetivo de trazer experiências que
contribuam na e para compreensão de quem são os sujeitos da EAJA.
A professora Maria José, que
atua nas escolas Itamar Martins e Cel. Getulino Artiaga, expressou o
contentamento em ver pessoas dispostas a lutar por uma EAJA melhor,
cujos enfrentamentos são muitos no que se refere ao reconhecimento
dos direitos dos sujeitos da modalidade. Relembra que muitos
desafios já foram enfrentados, quanto à atuação dos professores,
principalmente quando existiam concursos próprios para a contratação
do coordenador pedagógico e hoje o reconhecimento de que esta
função pode ser ocupada por qualquer professor que atua na escola e
na EAJA. Outro aspecto de luta se deu no campo das reivindicações, de que os educandos trabalhadores da EJA fossem respeitados em suas
especificidades e que fosse servido o jantar, pois não tem como
estudar com fome. Relata que é professora do I segmento da EAJA e
algo que a preocupa refere-se ao quantitativo de pessoas
não-alfabetizadas e/ou com ensino fundamental incompleto e onde se
encontram. Quem são eles? Por que não retomam seus estudos?
Destaca que vem falar dos sujeitos da EAJA e que sentiu falta, no
documento de síntese, de abordagens sobre os adolescentes que se
encontram em nossas escolas e os desafios postos nesse atendimento.
Hoje esses adolescentes são, às vezes, os usuários de drogas e/ou
traficantes, que acabam trazendo medo aos educadores, que muitas
vezes não sabem como lidar com essa realidade. O que fazer? Qual
metodologia adotar? Que currículo desenvolver? Inquietações
presentes em nosso fazer pedagógico que não param por aí, temos em
nossas salas de aula uma grande quantidade de educandos oriundos de
outros Estados, que buscam melhores condições de trabalho e/ou um
emprego; idosos com suas peculiaridades, como exemplo mal de
alzheimer, que você ensina hoje e amanhã não se lembra de nada;
mulheres-mães que ajudaram a família toda a estudar e agora
encontram-se em depressão por não terem constituído algo pra si;
educandos com necessidades educacionais específicas, assim nossa
discussão perpassa pelas questões teóricas, bem como por
reconhecer, compreender e incluir esses sujeitos. Estes desafios
foram abordados em seminário temático desenvolvido na escola Itamar
Martins, porém para discutir com os educandos foi necessário
clareza na metodologia adotada. Não podemos ficar apenas na discussão
que logo um educando ou outro diz “não vai ter aula, não?”.
Cabe dizer que esses momentos são ricos e os resultados expressam
aprendizados. Outro movimento empreendido foi a realização do Fórum
de EJA, na E. M. Cel. Getulino Artiaga, que trouxe como resultado a
elaboração de uma carta que será entregue em Brasília (MEC). Maria José
ressalta: “temos que ser inteiros em nosso trabalho e que a PPP da
EAJA está sempre em um processo de construção coletiva”.
Neste momento, Márcia passou a
fala para a coordenadora pedagógica da E. M. Joel Marcelino de
Oliveira. A professora Gláucia relata que está no exercício dessa função
desde 2003 e que este momento é ímpar para a EAJA. Gláucia esclarece que a
experiência vivenciada em sua escola é de integração da educação
básica com a qualificação profissional inicial –
PROEJA-FIC/PRONATEC, cuja adesão foi consciente de que o trabalho
não seria fácil e que a chegada dos profissionais da área técnica
apontou alguns desafios no campo da concepção de educação. Essas
dificuldades foram sendo amenizadas pelos momentos formativos,
mediados pelo orientador formador (contratado pelo IFG) numa atuação
conjunta da coordenação pedagógica e aconteciam na própria
escola. Foi um aprender no fazer. Nossa surpresa foi que ao estudar descobrimos que havíamos dado início ao que consta na PPP da EAJA,
algo que julgávamos desenvolver há tempo. Outro aspecto relevante
foi de que passamos a compreender um pouco mais do que vem a ser
formação in locus
e que, inicialmente, nossa proposta era de usar os momentos de
planejamento dividido em estudo e discussão das questões internas
da escola (realidade dos educandos e prática pedagógica).
Percebemos que os dois devem caminhar juntos, pois a teoria subsidia
a prática pedagógica. A escola já realizava o diagnóstico inicial
para estruturar o fazer pedagógico, mas a dificuldade maior era a
análise deste material. O que fazer? Como usá-lo? Quais
contribuições traz para nossa prática pedagógica? O grande avanço
nestes dois anos se deu no campo do envolvimento dos professores.
Essa organização formativa contribuiu para a compreensão de que
quanto mais estudamos, tanto mais temos a fazer. Temos clareza de
que, hoje, estamos conseguindo fazer melhor o eixo temático,
metodologia presente na PPP da EAJA. O coletivo de professores tem
potencialidades e a formação continuada contribui no e para o
aprofundamento de quem são os sujeitos que estão na escola e de
suas realidades. Há que se destacar que os momentos formativos
precisam ser planejados e aqui o compromisso da academia (Faculdade
de Educação – UFG) vem fortalecer e orientar estes momentos na
escola, desenvolvidos de maneira integrada com a SME. Pensar em
reescrita da PPP da EAJA, requer pensar em potencializar a
participação dos profissionais das escolas e qual formação
empreender para atender melhor a demanda da EAJA.
Fernanda, ex-educanda da EAJA e
hoje cursando Direito, vem apresentar sua experiência de vida
escolar em um abrigo de meninas que cumpre medidas socioeducativas,
quase sempre vistas como problemas, estigmatizadas como usuárias de
drogas e marginais. Sempre pensei em ser diferente, estudar e ter uma
vida profissional, percebi que tudo que estudei contribuiu para
minhas conquistas e os professores me motivaram a continuar e hoje
sou vista como incentivo para as meninas internas. Para estudar
precisei trabalhar bastante para pagar a inscrição do vestibular e
outras coisas mais, reconheço a boa atuação dos professores, porém
precisa ter um esforço pessoal e a EJA foi uma oportunidade de
estudo e de cursar todo ensino fundamental em um único local (abrigo
Terra Fértil).
Márcia esclarece este tipo de
atendimento ligado à EAJA, mesmo que para meninas menores de 15 anos
de idade que possuem uma experiência de vida marcada pelos processos
de exclusão enquanto dependentes químicas e moradoras de rua. O que
precisamos é percebê-las como sujeitos de direitos à educação.
Vale reforçar que este atendimento é de conhecimento do Ministério
Público. Assim, terminada as socializações, abrimos para
questionamentos e considerações.
Joel propôs uma organização em
grupos para responder às seguintes questões: Quais contribuições
teóricas sobre sujeitos da EJA, presentes no texto “Tudo Junto: as
especificidades dos/as educandos/as jovens e adultos”? Quais
contribuições teóricas sobre gênero e EJA, presentes no texto
“Tudo Junto: as especificidades dos/as educandos/as jovens e
adultos”? Quem são esses sujeitos que atendo no meu fazer
pedagógico? No que se refere à questão de gênero, como percebo
esta relação em minha atuação pedagógica? Os grupos entregarão
os registros que serão incorporados e ressignificados pelos estudos
e pesquisas no processo de reescrita da PPP da EAJA. Como
encaminhamento para o próximo encontro teremos a apresentação dos
grupos e discussão sobre as contribuições levantadas com seus
pares em seus lócus de atuação sobre “Sistematização dos eixos
do currículo referentes ao acompanhamento pelas URE's durante o 2º
semestre de 2014”.
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